Processo seletivo com estrutura, mas sem sensibilidade com o candidato
Participei de um processo seletivo com a Omnik, conduzido pela plataforma Gupy. Foram três etapas: a primeira com o RH, a segunda com um profissional técnico, e a terceira com o CTO da empresa.
As duas primeiras entrevistas foram ótimas. Me senti acolhida, consegui me expressar bem, e percebi um bom alinhamento com a vaga. Me envolvi totalmente com o processo, dedicando mais de quatro dias a estudos aprofundados sobre a empresa, a vaga e os profissionais envolvidos.
Na terceira entrevista, no entanto, o CTO se mostrou visivelmente cansado e desatento. Após alguns minutos, tive um imprevisto pessoal, pedi um minuto e, antes mesmo de retomar, o próprio CTO sugeriu o reagendamento. Após isso, procurei o RH como orientado, mas em vez de remarcarem, fui informada de que seguiriam com outro candidato.
Fica a reflexão: onde está a contratação humanizada? Um imprevisto já anula todo o empenho e preparo de dias? E se fosse um colaborador, seria demitido da mesma forma?
A forma como tudo foi conduzido transmite a sensação de que o interesse foi unilateral. Empresas que se dizem humanas precisam demonstrar isso justamente nos momentos fora do roteiro.